quarta-feira, 3 de março de 2010

O lucro a qualquer custo

No artigo “A barbárie como norma”, o jornalista Fernando de Barros e Silva critica a programação da televisão brasileira de uma maneira generalizada e quase convincente. Leia-se quase, pois o autor esquece de citar programas que ainda visam a qualidade na comunicação e tem o ibope apenas como resultado de seu trabalho. É certo que as emissoras de TV se tornaram indústrias cujo objetivo principal é a obtenção de lucro, o que gera a competitividade entre elas. Beth Carmona, presidente da TVE Rede Brasil cita essa competição e lembra que o "padrão Globo" reinou durante muito tempo influenciando as outras emissoras. O que seria bom, caso tivesse se mantido. No entanto, a concorrência acirrada acabou por levar o nível da programação a uma “baixaria” que abusa de temas como violência, sexo, escândalos e apelações. Barros e Silva acrescenta também os programas de auditório, fazendo uma comparação entre o nível de cada um: no final, são todos iguais. A própria rede Globo, antes conservadora de bons textos de novela e programação voltada à “família brasileira”, rendeu-se aos temas apelativos, às mulheres semi (ou totalmente) nuas, além de transformar grandes programas em cópias dos “besteiróis americanos” com humor sarcástico e sem medida. O fato é que a programação decaiu porque alguém assiste. E se as emissoras abertas se nivelam por baixo, quem assiste (a grande massa) não tem opção de escolher uma programação melhor. Por isso o ibope de reality shows aumenta. Por isso mulher de fio dental dá ibope. Por outro lado, programas como "CQC", "Profissão Repórter", "Domingo Espetacular", ganham destaque com abordagens inteligentes e os índices de ibope também sobem. Esses programas não se comparam a algumas produções que tem tomado o espaço do horário nobre, mas concorrem com elas. E se não empatam, correm o risco de perder, já que a população está muito mais adaptada aos programas de linguagem vulgar (considerando aqui o sentido de comum, reles). Há que se injetar uma dose de boa programação, trabalhada, inteligente, sagaz. Mas para as emissoras é muito mais lucrativo trabalhar produções como "BBB" (que além dos patrocinadores, rende milhões com as ligações) do que apostar em reportagens que estimulem o pensamento da grande massa.

Fonte consultadas: http://www.tvebrasil.com.br/noticias/040218_texto_beth.asp + “A barbárie como norma” de Fernando de Barros e Silva

domingo, 24 de janeiro de 2010

Internet e redes sociais...

E continuando...
Fim do ano tivemos dezenas de trabalhos para entregar (e, acreditem, isso não é uma hipérbole).
Conseguimos a façanha de focar todos os trabalhos em um único tema: Internet e Redes Sociais.
Com isso, fizemos um jornal (Caixa de Entrada) para a matéria de técnicas de entrevista, com direito a credencial de jornalista no festival de música Lupaluna. Foi uma experiência e tanto estar entre grandes jornalistas de renomados jornais do estado, conhecer pessoas realmente incríveis (como os assessores do evento) e, de quebra, entrevistar alguns dos cantores que se apresentavam por lá.
O texto da matéria você confere abaixo.




Muito mais que ferramente de pesquisa, a internet tem sido um instrumento de relação interpessoal, principalmente com o surgimnto das redes sociais.
No Brasil, as redes ganharam destaque a partir de 2003 com a criação do Myspace e em 2004 com o Orkut e Facebook. Recentemente, o sistema de microblog Twitter tem dominado as páginas de acesso dos brasileiros. O sucesso das redes é calculável: cerca de 70% da população brasileira utiliza algum tipo de rede social.
Essas redes tem criado amizades virtuais e relacionamentos até pouco tempo inimagináveis, como é o caso da relação entre artistas e seu público.
O Caixa de Entrada perguntou aos fãs e às celebridades sua opinião sobre a aproximação que a internet tem possibilitado entre eles.
Para o baterista do Nx-Zero, Daniel Weskler, 22 (@daniel_weskler) essa relação virtual é mais segura: "Nossa banda chegou a um nível em que a aproximação física se tornou perigosa, agente tenta manter esse contato, pra galera saber que agente também é de carne e sangue, acompanhar o nosso dia-a-dia".
Já a cantora Mallu Magalhães (@mallu_magalhaes), vê nesse contato uma retribuição ao carinho dos fãs: "Eu também sou fã e já me senti sem atenção. O trabalho físico é uma energia positiva que gera o combustível que me move, mas também é desgastante, por isso uso o twitter ou o myspace por exemplo", conta.
A vocalista da banda Anacrônica, Sandra Piola, diz que a banda também aposta na internet como meio de divulgação, ela afirma ser "um fator bem positivo, tanto que todas as músicas da banda estão disponíveis para download gratuito".
Do lado dos fãs, o twitter tem sido o instrumento de contato com os ídolos. O estudante Daniel Renan, 17, garante que a interação com os artistas é garantida com o uso de microblogs. Ele mesmo já recebeu uma "reply" do ator Tom Felton (via @tomfelton). Ele afirma ainda que "o twitter torna as celebridades mais humanas. Depois de seguir o William Bonner (@realbonner) minha opinião sobre ele mudou completamente". Mas essa aproximação não é de todo válida, ele lembra que já se decepcionou com vários artistas depois de conhecê-los melhor.
Quem também já recebeu atenção especial foi a auxiliar administrativo Ana Paula dos Santos, 27. Ela é seguida no twitter pelo Roger do Ultraje a Rigor e por Leo Jaime, mas foi Willian Bonner que lhe deu um retweet (que gerou outros 80).
Para ela, a interação "depende muito da disponibilidade do artista e da sorte de quem twitta em acertar o momento em que o artista está on line".
A pesquisa mostrou que, embora essas relações sejam virtuais, elas tem revelado o lado humano dos artistas, o que faz com que os fãs admirem não apenas o trabalho de seus ídolos, mas também o próprio caráter pessoal.

(AFS)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Os diferentes caminhos de Mestre Zorba

Iniciando nossa "mostra de trabalhos acadêmicos", acho justo publicar a entrevista que, para mim, foi a matéria do ano. Estudar os perfis das pessoas e descobrir suas histórias é o que faz a profissão de jornalista nobre: você aprende um mundo em uma hora de bate-papo.
A entrevista com o Zorba Mestre, vocalista da Big Time Orchestra (banda da qual, sim, eu sou fã), durou uma hora, foi uma delícia e contou com o inesperado: o gravador do celular não salvou nada da conversa. O jeito foi decifrar as anotações e colocar a memória em exercício. E foi difícil cortar informações: tudo parecia necessário. Valeu a pena. Delicie-se!
De veterinário a cantor de neo-swing, Zorba Mestre transformou seu destino alternando seus caminhos de vida

"Tudo é possível para quem tem foco"

“Me chamavam de louco, duvidavam do sonho, diziam que era pouco e que não ia durar, agora da platéia me veem brilhar..” A letra da música “Berbucano” da Big Time Orchestra, pode definir a trajetória de vida de Zorba Mestre Dalallana, vocalista do grupo.
Foi durante uma viagem dos alunos de veterinária da Universidade Federal do Paraná, que um colega levou um violão e surgiu a idéia da formação de uma banda apenas de veterinários. Criou-se então a “Monte de Bossas”, primeira experiência de Zorba no meio musical.
Mais tarde, ingressou no Coral Sinfônico do Paraná, convidado pelo pintor da casa de sua mãe, que fazia parte do grupo e cantarolava muito bem enquanto dava suas pinceladas.
No Guaíra, Zorba se profissionalizou, participou de grandes obras como Carmina Burana e “Messias” de Hendel, ópera da qual se orgulha e tem boas lembranças: “É linda, eu decorei inteira e poderia cantá-la ainda, pelo menos uns 50%”, relembrou durante a entrevista ao lado de sua namorada Mariana, com quem está há 4 anos.
Dono de uma voz aveludada e potente e de uma humildade do tamanho do seu talento se formou em veterinária graças às serenatas que fazia às namoradas dos professores. Foram 7 anos de universidade e 8 de atendimento clinico, a realização de um sonho de criança: “Eu queria criar uma injeção para não deixar os filhotes crescerem, eles são tão bonitinhos”. Além disso, a clinica tinha uma área apenas para os cães de rua, apelidada carinhosamente por ele de “atendimento do SUS”.
Como veterinário fez parte do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-PR) e é ainda vice-presidente da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (ANCLIVEPA-PR), por isso, trocar de profissão não foi fácil: “Estava trabalhando demais e ganhando de menos, por isso resolvi fazer uma pós, e fiz Marketing”. Ninguém entendia porque um veterinário estava cursando marketing, e entenderam menos ainda quando resolveu fazer MBA em finanças. Trocou a clinica pelo escritório e montou uma consultoria de empresas, mais tarde, consultoria política. Alias, foi por causa do trabalho com a política que resolveu trocar mais uma vez de profissão: “era muito estressante, com político a gente tem que receber antes das eleições, se não, não recebe mais”.
Em meados de 2002 começou a tocar a noite com um amigo por pura necessidade. Foi quando a música rendeu dinheiro e reconhecimento. Três anos mais tarde recebeu o convite para ser o vocalista da Big Time Orchestra banda de neo-swing.
No ano seguinte, foi convidado a gravar um áudio-livro sobre o convívio entre o cão e seu dono. Surgiu então o “Dr. Dog” (Editora Nossa Cultura, R$22,90 – 54min). Recentemente, gravou também o Dr. Cat, direcionado aos donos dos felinos. O segundo áudio livro do autor ainda não foi produzido, pois segundo ele, a cultura de ouvir livros no Brasil ainda é fraca.
Comanda ainda a Banda Conexão Acústica e está desenvolvendo com um amigo o projeto Small Planet, que combina batida lounge e improvisação vocal.
Quanto às suas mudanças de estilo musical, ele justifica pela pura necessidade, “você nunca vai me ver cantando sertanejo e pagode, mas gosto de ter a liberdade de criar e o neo-swing me possibilita isso”.
Ele não se considera uma pessoa religiosa, "religião é coisa humana, inventada por homens", mas atribui sua coragem em transformar sua vida a seu único herói, Jesus Cristo. Essa coragem soma-se a uma frase que demonstra sua determinação: “Tudo é possível para quem tem foco”, mesmo que o foco às vezes se altere.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Memórias de um ano que passou

2009: um ano que tinha tudo para ser perfeito e como o esperado, foi. Perfeitamente aproveitado e vivido com intensidade.

Não temos como numerar os melhores momentos de nossa vida na Puc, pois tudo valeu a pena. As lágrimas, as brigas, os sonhos, as vitórias, as derrotas e mais importante... Os novos amigos que conquistamos neste período.

Essa união para fazer o blog partiu de um sonho em comum: "O sonho de ser jornalista".

Foi na Puc que nós duas, amantes desta arte, nos encontramos.

A primeira pauta a ser desenvolvida era uma enquete sobre a violência em Curitiba. Em meio à euforia de realizar a primeira matéria da faculdade, abordamos mais de sete pessoas no Shopping (cara de pau que só...). Chegamos a conclusão de que as pessoas só acham Curitiba uma cidade violenta caso já tenham sido assaltadas. Como nós duas nunca tínhamos sido assaltadas, para nós, Curitiba era uma cidade segura.

Por ironia do destino, dez meses depois, a Ana sofreu um assalto, que não teve consequências piores além do dinheiro e celular perdidos. O assalto foi em Fazenda Rio Grande, mas o mérito de cidade violenta ainda fica com Curitiba por nossas colegas de sala assaltadas na saída da facul e o "quase assalto" a que a Jessy também passou.

Depois da enquete conhecemos a Pri (Prisciely) já que ela também mora em FRG. Tínhamos outro trabalho a fazer (aliás, perdemos as contas de quantos trabalhos foram feitos ao longo do ano). A Pri já tinha outro grupo, de quem se separou mais tarde. Para o trabalho, precisávamos montar uma equipe de cinco pessoas e analisar um jornal impresso qualquer.

Conhecemos então a Lu (Luciane) e a Bah (Bárbara). Escolhemos analisar a Gazeta do Povo e visitamos o jornal.

O grupo da Pri estava fazendo o trabalho sobre o mesmo veículo e foi na visita à redação do jornal que acabamos nos conhecendo melhor.

No segundo semestre ainda nos juntamos à Rúbia, que faz apenas algumas matérias (e que faz valer a pena).

Entre pautas, trabalhos, entrevistas, matérias e reportagens, tivemos acesso a pessoas "importantes" em Curitiba, como o secretário de segurança pública, o presidente do partido verde, Tessália Serighelli (a "Twitess"), Zorba Mestre (vocalista da Big Time Orchestra) e ainda advogados, psicólogos, jornalistas, etc...

As matérias em que mais nos empenhamos e nos desenvolvemos, foram as fotográficas. Primeiro, um trabalho sobre luzes e nós andando um dia inteiro por Curitiba atrás da "iluminação perfeita". Encontramos um evento gigantesco na XV de Novembro de uma igreja e pedimos em um edifício para subir na marquise. A recepcionista e o gerente mais doidos que nós, autorizaram...

Entre outras pautas marcantes, a "Trupe da Alegria" que visita hospitais alegrando pacientes. Eles nos fazem pensar no valor que à nossas vidas. O valor e um sorriso, o valor de não dependermos de ninguém para vivermos.
Crianças indefesas, adultos que pediam alegria para superar a distância da família, dos filhos. Pauta que eu (Jessyca) nem precisava cobrir, porque não fazia mais parte do grupo.
Tínhamos nos dividido e nossa pauta neste trabalho foram as bandas. Foi um dos trabalhos em que mais fomos testadas. A superação, a correria, as lágrimas, a emoção. Im trabalho feito com suor, sem almoço, durante o serviço (porque nós trabalhamos _ o que rendeu inclusive, algumas chamadas do chefe), e no final tudo valeu a pena por um simples elogio e uma nota excelente (até mais do que merecida), que resultaram em lágrimas de alegria no final da aula...

Teve ainda a cobertura do Lupaluna, o maior festival de música do Paraná, em que eu (Ana) e a Bárbara, fomos credenciadas, com acesso à sala de imprensa e acabamos conseguindo participar das coletivas...

Foram meses de convivência que valeram a pena... A diversidade de gostos e estilo de cada uma. As idas ao Mc Donald's, os mais de 1000 e-mail trocados...

Vamos postar por aqui os melhores momentos... As melhores pautas...

O ano está acabando e esperamos que o próximo ano supere este com alegria, paz e amor e, se possível, menos trabalhos acadêmicos que 2009...hehe

Ana e Jessyca

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Uma história de Alegria


"O sorriso libera toda tensão que temos"
Frase dita por Ricardo Trento, Ex- Empresário e empreendedor que resolveu largar a vida promissora como um administrador de empresas para se engajar em um projeto social chamado Trupe da saúde, que tem 8 anos de estrada, projeto que leva a alegria aos hospitais de Curitiba, que conta com 10 artistas profissionais remunerados , 2 voluntários, entre outros.
A trupe da Saúde é um projeto Social que vem atendendo Adultos, Jovens e crianças, mais de 1.500 por mês, levando alegria e sorrisos onde a tristeza e a doença são fatores marcantes, o projeto tem como intuito levar a e descontração e o amor em um ambiente que é muitas vezes e desanimado e com muita dor.


Ricardo Trento e Fabio Silvestre Foram os fundadores do projeto, Ricardo morava em Medianeira quando seu pai ficou internado em hospital local com problemas sérios de saúde , ele percebeu que o sofrimento e a falta de sorrisos naquele ambiente faziam toda a diferença na recuperação do paciente e teve a idéia de iniciar esta ação social.
De inicio eram apenas 4 Integrantes, entre os animadores estava Ricardo, após o projeto ser concluído uma empresa multinacional de Grande prestigio no Brasil virou patrocinadora da trupe , com o passar do tempo e muita luta de Trento a trupe foi ganhando prestigio Nacional e agora conta com ajuda da lei de incentivo a Cultura, alem do patrocínio de mais 10 empresas do Paraná, todo a ano Ricardo renova o projeto e manda para as empresas decidirem se irão continuar ajudando o grupo por mais um ano, a expectativa agora e atingir a meta e continuar levando a alegria a todos que necessitam de um sorriso para esquecer a dor.

domingo, 11 de outubro de 2009

À procura da pauta perfeita

Foi num trabalho de fotografia que a história toda começou.
Já dizia o professor para formar grupos de “no máximo” 4 pessoas. O problema: éramos 5. Foi aí que o grupo se separou, e claro, nós duas ficamos sozinhas.
De inicio, já havíamos produzido 2 pautas (na verdade produzimos com o grupo completo), uma sobre a Trupe da Saúde, e outra, sobre as feirinhas de Curitiba. Mas o professor alertou que fotografar feirinha não é lá original, e a pauta da Trupe, acabou ficando com a outra parte da equipe. Mas a Jessyca foi junto, e não deixou a desejar.
(em breve agente posta a foto dela por aqui, e a matéria completa também)
Começamos então a nossa busca, com sugestões inumeráveis: o que fotografar?
Surgiu a idéia do professor: a “pauta dos sonhos” literalmente, já que era uma pauta sobre os sonhos “Alfa” (Alfa é qualidade!)
Mas em que raios de lugar agente encontraria o telefone dos sonhos?
Viva a internet! Estava lá e foi encontrado alguns dias depois muita procura.
O problema agora era conseguir falar com o responsável pela empresa_ um tal de Humberto_ que nunca estava.
Na primeira ligação, atende uma criança:
_Alô?
_ Bom dia, quem fala?
_É eu.
_Ah... oi você... tem algum adulto perto de você?
Nisso, pega na extensão, uma senhora mal-humorada_e levemente surda. Disse que era “só a empregada e não sabia de nada, que eu ligasse mais tarde”.
Ok. Ligamos. E ligamos. E tantas e outras vezes em que o senhor Humberto não atendia o telefone. Até que atendeu e eu levei uma bronca por que sua esposa já estava brava de “ter uma tal de Ana ligando toda hora”. Tentei explicar, não adiantou. Ele disse pra não encher mais o saco e procurar outra empresa pra fazer o trabalho. É, o sonho acabou.

Veio então a segunda alternativa: Música! *weee*
E lá vamos nós, sugerir a pauta e desanimar quando o professor diz que não conseguiríamos fotografar o objetivo central da idéia (que era, de inicio, mostrar a diferença entre Fanfarras, Bandas Marciais e Musicais).
Mesmo desanimadas, agente não tinha mesmo outra escolha e partimos para nossa saga.

Contatos: Banda Marcial da Fazenda Rio Grande, Banda Musical do Colégio Estadual do Paraná e a banda do Gogola (que eu não sei o nome).
Problemas: Horários, claro. E conseguir contatar os tais maestros.
Com o Gogola foi tranqüilo, o problema é o horário dos ensaios que coincidem com nosso horário de trabalho e aula.
Com a Fazenda, tive que sair mais cedo do trabalho para fotografar uma apresentação. Modéstia a parte, fizemos um trabalho lindo... (+ aqui)




Mas com o colégio estadual, tivemos uma experiência e tanto.
A semana toda agente ligou. Juro.
O maestro nunca atendia, ou nunca estava.
Resolvemos ir ao ensaio mesmo sem autorização previa. Mas uma intuiçãozinha me fez ligar ainda dentro do ônibus, só pra confirmar.
Onde eles estavam? Indo pra União da Vitória, em um concurso...
E nós? No ônibus, sem ter quem fotografar, amaldiçoando até a última geração de seja-la-quem-fosse o culpado por toda aquela situação.

Engajamos numa conversa de: o que fotografar, quando, como...
Mudar de pauta? Mudar o foco da nossa pauta? Mudar a banda a ser fotografada?
_ Porque vocês não fotografam o protesto que vai ter lá na regional do Bairro Novo?
Hã? Um senhor no ônibus estava sugerindo... Ele disse algo sobre um grande protesto que aconteceria dentro de alguns minutos. Ensinou até o caminho e os ônibus que deveríamos pegar. Mas até agente explicar que a pauta não podia ser factual, preferimos dizer apenas que iríamos ao centro antes de tomar alguma decisão.
Veio então uma professora, reclamando do prefeito de Fazenda Rio Grande. Disse que as escolas estão abandonadas e há um descaso geral com a educação na cidade.
_ Outro dia, eu e uma professora amarramos o forro com barbante. Imagine se cai tudo em cima das crianças? Eu votei nesse prefeito e me arrependi...
E dá-lhe o ônibus criticar a gestão da prefeitura...
É... Iniciamos um debate e tanto! Mas o ponto final chegou. Ufa.
Andamos pela rua XV toda. Fotografar os artistas de rua? Se as feirinhas não são originais, os artistas é que não seriam... Todo mundo conhece os palhaços, as estátuas-vivas, o flautista e até a mulher da cobra (Olha a cobra, 33, borboleta 13 corre hoje...).

Então só passeamos mesmo, antes de ir descarregar as fotos na Puc e tratá-las.
Mas eis que encontramos uma estátua-viva diferente, e simpaticíssima, que se vestia de fotógrafo e tinha como caixinha para moedas, um gigante rolo de filme feito de papelão. Ah, não deu pra resistir...

E ao seu lado, umas senhoras com umas cestas coloridas, lindas, que pareciam estar gritando por um click. Fizemos.
Pra continuar nossa sina, depois do click das cestas, a senhora veio e disse bem direta:
_ Me paga!
Ah! Sim... Tínhamos que pagar pela foto...
Mas já tínhamos dado todas as moedas pra estátua-fotógrafa...
Ela deve ter amaldiçoado até a nossa última geração...
Mas eu não apaguei a foto e _ juro, se tivesse umas moedinhas, até ajudava a senhora...

Por fim, está aí o resultado da nossa saga. Ainda não terminamos e, apesar de termos feitos fotos de muito orgulho próprio, não sei se elas atendem as expectativas do professor...
Falta ainda fotografar a banda do Gogola e a do colégio estadual, que nos chamou para assistir ao ensaio do próximo sábado. Temos o problema de sempre, que é a falta de tempo. Mas se com pouco tempo já passamos por tudo isso, imaginem se tivéssemos tempo de sobra?




Texto e fotos: Ana e Jessyca =)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

"A vida da gente é uma reportagem..."

Ele deve ter uns quarenta e poucos anos. Cinquenta talvez, nunca fui muito boa de percepção.
Passa por mim quase todos os dias na empresa, e dá um oi singelo com o balançar da cabeça em sinal positivo.
Vez ou outra também pega o mesmo ônibus na hora de ir embora, e o oi singelo permanece.
Conversa mesmo, nunca. Até aquele dia.
O ônibus já havia passado e eu estava lá desolada, pronta para esperar meia hora pelo próximo. Ele sugeriu que fôssemos a pé até outro ponto onde outros ônibus passavam com mais frequência. Entre esperar meia hora por um ou caminhar 15 minutos por outros, topei a caminhada.
Aí começou a conversa_típica mesmo de "povo de fora". É que em Curitiba _ dizem _ o povo é muito fechado.
Ele é de Minas, "mas já rodei o mundo inteiro" sustenta orgulhoso. O mundo nesse caso, chamado Brasil.
"Seu Félix", dois filhos, um casamento de mais de 20 anos, veio pra capital há 23. Passou antes por Itajaí, pessoal hospitaleiro.
_ Lá, não falta açúcar não! O vizinho não te deixa passar necessidade!
Rodou ainda o Paraná, só nos 15 minutos de conversa que antrecederam o ônibus seguinte. Perguntou minha faculdade, eu disse.
_Jornalismo? Jornalismo é legal! Você sabe que a vida da gente é uma reportagem....tudo o que acontece é uma história que agente conta. Tudo o que fazemos é uma notícia do jornal da nossa vida....
É?
Fiquei meio sem saber o que falar. Quanta sabedoria em poucas e simples palavras. A vida da gente é uma reportagem.
A diferença mesmo está na notícia que cada um cria. Por que na vida, as notícias podem ser criadas. Não são iguais às notícias diárias que, mesmo descontentes, o jornalista tem que repassar. As vezes eu queria poder mudar umas notícias. Tipo: inves de "Bomba explode no Irã" poder dizer: "Educação no Irã explode em crescimento e é uma das melhores do mundo". Seria bom não é? Poder mudar mesmo a realidade. Noticiar só coisas boas. Fiquei pensando então nas notícias da nossa vida, e deduzi que temos que produzí-las de alguma forma. Como você tem noticiado sua vida? Como seria a reportagem do seus dias? Decidi criar notícias mais alegres para o meu destino. Afinal, se a vida da gente é uma reportagem, eu quero que a minha seja uma capa, com infografias e fotografias, com box especiais dos melhores momentos. Com lembranças dignas de premiação por melhor abordagem. Com temas que não me deixem parar de ler e um lide tão extenso que não caiba somente em um parágrafo.
(AFS)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Pátria amada BRASIL...

E estamos na semana da pátria.
As escolas, as bandinhas e fanfarras, os exércitos e pelotões estão se preparando para o desfile cívico, tradicionalísmo.
Vou sentir falta de desfilar esse ano, com certeza. Comecei na 7ª série, com o colégio, e continuei com a Banda Marcial de Fazenda Rio Grande, todos os anos. 7 de setembro é uma data histórica. Já desfilei aqui na Fazenda e tocamos durante o desfile todo para as outras entidades, em Curitiba num desfile pararelo e também no desfile oficial. Maravilhoso e até emocionante.
Mas civicamente falando, lembro de quando ainda no primário, as professoras nos obrigavam a ler a contra-capa dos livros didáticos onde a letra criada por Joaquim Estrada estava sempre impressa. Ah, o Hino Nacional Brasileiro.
Eu gosto muito do Hino Nacional. Minha irmã até chora quando ouve. E em época de copa do mundo, faço o possível para ouvir os hinos alheios e comparar com o nosso. Sinceramente, nunca achei outro hino com uma letra tão inteligente ou uma melodia tão cativante. É o nosso HINO NACIONAL: O melhor do mundo.
Confesso que sempre confundo algumas partes. Eu nunca sei se o "amor intenso, um raio vívido" é na primeira ou segunda partes. Mas dou um jeitinho de olhar os lábios dos outros e vou na onda. E olha: são quase 15 anos cantando isso! Seria muito mais fácil se eu pudesse cantar lendo a letra toda não é?
É...seria...Mas a cantora Vanusa, mesmo lendo, conseguiu acabar com o Hino todo.
Em março de 2009, no Primeiro Encontro Estadual de Agentes Públicos, a cantora foi convidada a entoar o Hino Nacional Brasileiro na abertura da solenidade.
Com voz de alguém embriagado, ela errou a letra, os tempos da música e desafinou feio.
Essa semana, o vídeo tomou espaço na internet (no canal You Tube). Foi também eleito o pior vídeo pelo programa CQC (entre os cinco piores que o programa elege semanalmente).
Até mesmo Luciano Huck (@huckluciano) twittou: "Domingão viajando com a tropa...mas não aguentei, olhem isso. Jonnhy Walker cantando o Hino Nacional. http://bit.ly/vOCTm".
Em entrevista ao site de notícias G1 ela disse que havia tomado dois comprimidos de Vertix (remédio para labirintite) e por isso ficou "desorientada".
A questão não é se ela estava bêbada ou sob efeito de remédio. A questão é o respeito pela pátria e pelo Hino Nacional. Não que cantar o hino seja algo realmente importante, ou que errar a letra dele seja um crime. Mas ela estava indo cantar o hino em um encontro estadual. Poderia então, sabendo que seu remédio era forte, abrir mão do convite e simplesmente informar que não estava em condições?
Vergonha alheia...e bem na semana da Pátria.
Pátria amada, BRASIL!